Usina de reciclagem de entulho relegada ao abandono

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Mais um projeto inaugurado durante a gestão do ex-prefeito Edinho Araújo (PMDB) – atualmente deputado federal -, caminha para situação de abandono no governo do prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB). Sem manutenção adequada dos equipamentos há cerca de um ano, a central de reciclagem de entulho – que já foi referência internacional – está parada por problema na esteira. O reparo é orçado em aproximadamente R$ 5 mil – valor que ninguém quer assumir.

A central de reciclagem entra para uma lista de obras e projetos do ex-governo relegados a segundo plano por Valdomiro. Nesta lista estão o projeto de implantação do Trem Caipira, a reinauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), prêmio cultural Nelson Seixas e a demora na conclusão de obras da Unidades Básica de Saúde (UBSs) que ainda não foram concluídas desde o fim da administração de Edinho, como Parque Industrial e Vetorasso.

Com a paralisação do equipamento, a Prefeitura deixa de reciclar (moer para fazer tijolos e cascalho para piso) até 500 toneladas de entulhos produzidas diariamente pela construção civil no município. Inaugurada em 2005, a usina era uma referência da cidade, que já recebeu visitas de diversos políticos do Brasil e, até mesmo, representantes da prefeitura de Londres, capital da Inglaterra.
O Diário apurou ontem junto a funcionários que o equipamento de reciclagem deverá voltar a funcionar, de maneira precária, até a próxima segunda-feira. Eles informaram que o Executivo vai cobrar da associação de empresas de caçambas o valor de até R$ 17 mil para a realização do reparo no equipamento. “Tem o serviço de R$ 12 mil do martelo, além de R$ 5 mil da esteira”, disse um servidor que pediu para não ser identificado.

O servidor se refere a convênio firmado recentemente entre a associação, que representa as empresas de caçambas, e a Prefeitura. Entre as contrapartidas exigidas pelo município para permitir o uso da área da usina como depósito de entulho está a manutenção básica dos equipamentos. A divisão de responsabilidades entre poder público e a iniciativa privada é prevista em legislação municipal.
O ex-secretário de Serviços Gerais Paulo Pauléra – que implantou a usina – se mostrou desconfortável com a situação. “Como posso falar? A manutenção era uma coisa natural e tínhamos peças de reposição”. Em funcionamento, a usina produz pedrisco, areia grossa e brita, além de material usado para pavimentação de estradas em loteamentos irregulares.

Representantes da associação disseram que o convênio foi prorrogado por 30 dias. Eles alegaram que aceitaram as condições impostas pelo Executivo “para a usina não parar de funcionar de vez.” O secretário de Serviços Gerais, José Alberto de Lima, negou que o equipamento não passe por manutenção periódica. “Todos os dias fazemos uma limpeza”, afirmou. O Diário tentou falar também com o secretário de Meio Ambiente, Clinger Gagliardi, mas ele não foi encontrado pela Secretaria de Comunicação.

Fonte: DiárioWeb | São José do Rio Preto | 27 de junho de 2014

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