Sujeira das ruas de Ribeirão Preto custa R$ 3,1 mi/ano

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A prefeitura de Ribeirão Preto estima gastar R$ 3,1 milhões para recolher entulho e lixo das vias da cidade nos próximos 12 meses. Segundo informou a Coordenadoria de Limpeza Pública, no ano passado foram recolhidos 2.050 sofás, uma média de 171 por mês.

De acordo com a assessoria da prefeitura, são 1.050 toneladas de resíduos da construção civil e 540 toneladas de móveis velhos (chamados de resíduos volumosos) descartados de forma irregular todos os meses.

Licitações

De acordo com avisos de licitações publicados no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (15), as empresas vencedoras das licitações para a recolha desses resíduos serão conhecidas nos dias 26 (resíduos volumosos) e 27 de agosto (construção civil).

Para a coleta dos resíduos volumosos, a estimativa é gastar R$ 455 mil e para os entulhos R$ 2,6 milhões.

Uma caçamba normalmente comporta três toneladas de resíduos. Isso equivale dizer que a prefeitura vai contratar uma empresa para recolher 350 caçambas por dia de entulho e 180 de móveis velhos – 530 caçambas no total.

Em relação à destinação final, a prefeitura informou, por meio de nota, que os resíduos volumosos “são encaminhados ao aterro sanitário”. Já os resíduos da construção civil serão encaminhados à usina de reciclagem da prefeitura. “O entulho é moído, triturado e usado na recuperação de estradas municipais”, informou o Executivo, em nota.

Multa

De acordo com a prefeitura, quem for flagrado fazendo o descarte irregular está sujeito a multa de R$ 677,95. O valor, porém, pode chegar a R$ 11 mil caso o descarte seja feito em área de preservação ambiental.

Resíduos da construção civil e os problemas

Não é de hoje que os resíduos da construção civil geram problemas para Ribeirão Preto, que tem apenas um local de destinação final, a usina de reciclagem localizada na Rodovia Antonio Machado Santana, km 16.

O A Cidade mostrou em abril de 2013 que mais de 600 toneladas de entulho são jogadas em terrenos da cidade.

O problema se agravou no início de julho quando a Polícia Ambiental lacrou o terreno da Aterp (Associação dos Transportadores de Entulho de Ribeirão Preto), que teve a licença precária para fazer o transbordo e triagem não renovada pela prefeitura.

Cerca de 2.500 caçambas das 17 empresas que compõem a Aterp ficaram espalhadas pela cidade. A situação só se normalizou há duas semanas, quando a Aterp conseguiu licença precária para operar em outra área.

Atendente orienta a deixar na calçada

A reportagem entrou em contato no ‘0800 771 9856’, telefone passado pela prefeitura para agendar o recolhimento de um sofá. A atendente recomendou colocar o sofá na calçada e pediu para aguardar até 30 dias para o recolhimento.

O jornal chegou a questionar a orientação de “colocar o sofá na calçada”, mas a atendente reforçou a informação.

A Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da prefeitura, em nota, informou que disponibiliza dois telefones para fazer a coleta de móveis velhos “através do Departamento de Cata Trecos.”

Além do 0800, também tem o 3968-8663. Na nota, porém, não existe a orientação para colocar o móvel velho na calçada.

“Após ser registrada a solicitação, a mesma é encaminhada para agendamento do recolhimento dos objetos inservíveis, com prazo máximo de 30 dias para atendimento”, informou a assessoria da prefeitura, em nota.

Fonte: Jornal A Cidade | 17 de agosto de 2013

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