A “uberização” do transporte de resíduos da construção e as oportunidades geradas no varejo

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O aplicativo de compartilhamento de veículos virou o nome de um segmento por ela criado. O transporte de passageiros por aplicativo, mais conhecido por Uber, mesmo que seja de outras empresas, é hoje o sistema mais utilizado nas grandes cidades.

 A ideia de um aplicativo intermediando a relação entre oferta e demanda, ou cliente e fornecedor, viralizou e chegou ao setor de transporte de resíduos da construção com potencial de preencher um nicho nunca atendido pelos operadores “convencionais”.

O pequeno gerador de resíduos da construção, volumosos e até descarte de eletroeletrônicos e móveis de forma legal e sustentável têm sido o foco das empresas que mergulham na ideia. O que tem acontecido é o preenchimento de um hiato existente no controle e destinação do entulho.

A filosofia do “Uber” na coleta, transporte e destinação dos resíduos é benéfica e conveniente para o usuário e, talvez, uma forma de garantir a destinação correta e adequada àqueles clientes com um senso maior de responsabilidade ambiental.

O Uber de passageiros preencheu uma lacuna no mercado de transporte: aqueles que não usavam táxi por perceber as tarifas altas ou abusivas. O fato é que o taxímetro não é justo com o passageiro e espanta o usuário de ônibus ou metrô que esteja disposto a pagar mais por um conforto no trajeto.

A resistência dos taxistas ao novo aplicativo era inexorável. Mas naquela ponto a ideia já tomava conta dos celulares e mentes das pessoas e qualquer movimento para tumultuar gerava mídia espontânea para o aplicativo. O maior divulgador do Uber no Brasil foi exatamente aqueles que o combatiam. Irônico.

Frete de entulho
Frete de entulho em ecoponto

 As caçambas de entulho sofrem pressão do poder público e dos geradores. É precipitadamente responsabilizada pelo resíduo e não cobra de seus clientes responsabilidade, o que torna o movimento desmoralizado. O elo mais frágil da cadeia da construção leva a culpa pela falta de gestão inteligente dos resíduos do gerador.

 E nesse sentido os aplicativos de transporte de resíduos vão levar vantagem, cobrando menos e destinando adequadamente os resíduos coletados.

A tecnologia vêm quebrando conceitos em todos os setores, desde bancos passando por relacionamentos, consertos, viagens, hotéis, comidas e até na noção de propriedade. Tudo passou de a ser possível com o acesso à internet e os aplicativos.

 O decrépito modelo de locação de caçambas pode não resistir a competição mais inteligente e estratégica, com custos mais em conta e compromisso e protocolos sustentáveis. 

O CTR Eletrônico, uma tecnologia relativamente simples com sistema intuitivo, já reduziu o número de operadores do sistema. Aquelas que não se adaptaram a tecnologia, foram empurrados para regiões mais periféricas das cidades, cobrando menos e descartando em locais pouco convencionais sem nenhum peso na consciência.

Penso que a tecnologia veio para ajudar, seja na cobrança justa do serviço ou no cumprimento de protocolos ambientais que outrora não eram observados.

As prefeituras devem estar atentas a este novo modelo de negócio, pois devem representar uma fatia importante do mercado de transporte e impactar no movimento de coleta e destinação de resíduos nos eco pontos e destinatários de resíduos.

A ideia disruptiva romperá os padrões tidos como normais e tende a acabar ou reduzir os crimes ambientais decorrentes do descarte irregular de entulho. Isto também promoverá uma renovação dos operadores do sistema, criando problemas e oportunidades para todos os players.

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