Resíduo deixa de ser lixo para virar oportunidade

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Mudanças de legislação e no comportamento dos consumidores em relação ao ambiente podem ser uma fonte de oportunidades de negócio.

Um exemplo é a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Sancionada em 2010, prevê que empresas geradoras de resíduos perigosos ou em grande quantidade tenham um plano de gerenciamento de resíduos.

A mudança criou espaço para novos serviços e tecnologias. É caso da Recinert Ambiental, que atua há cinco anos com a reciclagem de resíduos da construção civil.

Ela começou por iniciativa de Egidio Buso, 68, que importou da Itália uma máquina que mói os resíduos da construção no próprio local. Com isso, podem ser usados novamente, principalmente para a pavimentação do solo.

O filho de Egidio, Vinicius Buso, 35, conta que a ideia inicial era revender o equipamento no Brasil, mas houve pouca demanda. Após um ano de estudo do setor, optaram por realizar o serviço.

Segundo ele, a busca das construtoras por certificados de sustentabilidade e a maior competitividade que a reutilização de material gera são atrativos da empresa.

‘RECICLAGEM ANÔNIMA’

As pequenas e médias empresas que buscam se adequar à legislação ou oferecem serviços para reciclagem e aproveitamento de resíduos formam a principal base de clientes da B2Blue, diz Mayura Okura, 27, sócia-fundadora da empresa.

Na plataforma, empresas podem anunciar gratuita e anonimamente o material do qual querem se desfazer.

Ao final, recicladores interessados pagam pelo que antes seria lixo. Okura diz que, em geral, as empresas procuram a B2Blue para se prevenir de eventuais autuações, mas depois percebem que é possível ganhar com o lixo.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo | 18 de agosto de 2013 

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