Futuro da construção é incorporar resíduos de outras indústrias

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Uma das maiores tendências para as estruturas de concreto é incorporar resíduos de origens diversas. Ou seja, a construção civil deve receber cada vez mais os resíduos de outras indústrias. Consequentemente, explica Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, a construção deve aprender a construir com materiais não tão bons como no passado. O engenheiro analisou as tendências para o concreto estrutural no seminário Concreto – Estruturas e Fechamentos para Edificações, realizado hoje (6) pela PINI.

Outro tipo de reúso que deve crescer é de agregado reciclado de concreto. Segundo índices do Japão apresentados por Silva, o custo inicial de concreto com este agregado é quase o dobro de quando se usa agregado convencional, porém, em sua vida útil, seu custo já compensa. No Reino Unido, 22% do agregado é reciclado de concreto. Para sua disseminação no Brasil, analisa o engenheiro, o desafio é a gestão de coleta, separação e processamento deste material.

Ainda segundo Silva, será essencial reduzir o clínquer no cimento e reduzir em geral a emissão de CO2 em toda a cadeia da construção, uma das atividades mais emissoras do mundo. Também será realidade o mapeamento do ciclo de vida dos materiais, para controle ambiental.

Em relação ao uso, o concreto autoadensável, já conhecido de todos, será o componente de praxe e deve virar o novo “convencional”. O concreto não será mais especificado somente em relação à sua proporção água-cimento, mas também, defende o engenheiro, serão necessárias especificações por desempenho, como por exemplo o coeficiente de difusão.

Fonte: PINIweb | 06 de março de 2012 | Luciana Tamaki

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